Quando se realiza um trabalho com o qual você não se identifica e que o mesmo simplesmente não agrega nada para você profissionalmente e intelectualmente, determinadas situações acabam se tornando sem sentindo, como as “confraternizações”, onde ocorrem os falsos abraços, beijinhos no rosto e cada um querendo vender seu peixe como o maior e o mais importante para que possivelmente a chefia veja, admire e, claro, lhe conceda uma gratificação.
Eu realizo um trabalho TOTALMENTE operacional, ou seja, são os papeis, eu e o sistema, nada mais. Fazer com que isso seja importante, diante de números, gráficos, percentuais e cifras é total e completamente inútil. Apesar de que para que haja base para um banco de dados é necessário que um “operário de chão” produza constantemente.
Passo o dia fazendo isso, “introduzindo” dados em um sistema, que gera os tão sonhados e amados números, essenciais para sobrevivência e manutenção de qualquer setor, de qualquer área, de qualquer política de qualquer instancia.
Faço meu servicinho diariamente, com as devida atenção, mas me fazem querem acreditar que eu realmente não sou importante, ou que vocês realmente se preocupam com meu desempenho. Afinal, como tudo e todos, hoje, sou mais um numero de matricula a ser administrado e controlado.
Sabe, por isso, usando falas de um grande amigo professor, eu prefiro meus “pequenos selvagens” autênticos, valentes, nada submissos, do que a mediocridade com a qual tenho que conviver todos os dias.
Mais um desabafo....
